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O Meu País das Maravilhas

Partilhas de uma mãe que adora escrever e mostrar o lado bom da vida!

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Na vitória e na derrota

Num casamento juram-se votos de "fidelidade na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe". Quando casamos com um jogador profissional, os votos estendem-se a "na vitória e na derrota".

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 Hoje, segunda-feira dia 29 de Agosto, desabafo no rescaldo de um dia de jogo que teve final feliz, uma vitória,os tão desejados 3 pontos que uma equipa de futebol precisa jogo a jogo para assegurar a manutenção naquela liga ou para os mais ambiciosos a subida a uma liga superior.

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O C. teve a sorte de marcar o golo da vitória e, por isso, o sabor foi ainda melhor. Falei em sorte mas um golo é muito mais do que sorte, é fruto de muito trabalho. Fico toda "babada" quando lhe chamam «goleador» e «matador», para mim é o meu «herói»,que de vez em quando me atira setas de amor para festejar os seus golos.

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Mas, nem sempre a coisa corre bem e quando o resultado é uma derrota tudo muda de figura. Normalmente, o C. não traz para casa os problemas do traballho e sabe distinguir o futebol da família. Contudo, nem sempre é fácil digerir uma derrota, muitas vezes até com sabor amargo a injustiça. Sim, porque o mundo do futebol tem mais que se lhe diga e nem sempre a equipa que merece ganha.

A vitória traz sempre boa disposição, felicidade, motivação e aumenta o espírito de grupo. E a família do jogador ganha sempre com isso também.

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A derrota «bota para baixo», desmotiva, entristece, traz azia e abala o ambiente da equipa, como que um terramoto que passa e traz as suas réplicas. Com a derrota, treinadores e jogadores passam facilmente de «bestiais a bestas» e os dias seguintes tornam uma simples saída à rua dolorosa. Mais ainda se estivermos num meio pequeno, como alguns onde já vivemos (Chaves, Arouca ou mesmo Loulé e São Miguel). Em Chaves, por exemplo, depois de um jogo que corresse mal, os jogadores tinham muitas vezes verdadeiras «esperas» por parte dos adeptos à porta do balneário e era-lhes cobrado se  decidissem sair à noite. Com isto não estou a criticar os adeptos, na minha opinião é só a forma deles de defender o seu clube do coração (e os transmontanos são muito bons nisso!). Mas, também quando a equipa soma uma série de vitórias seguidas, nestes sítios, os jogadores são «levados em ombros» e vistos como heróis.

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Depois de uma derrota, já nos aconteceu, por exemplo, termos que cancelar uma festa de Carnaval, porque o treinador furioso não queria ver os seus jogadores «mascarados» depois de um jogo que correu pessimamente mal. Isto quando vivíamos em terra de Carnaval e já tínhamos um grupinho de amigos com os seus fatos de índios comprados.

Concluindo, a nossa vida social depende muito do resultado de um jogo. Aqueles 90 minutos são, por isso, minutos de sofrimento do início ao fim. São-no também porque de repente num segundo a nossa cara metade sofre uma lesão e, de repente, tudo o resto fica para segundo plano. O coração dispara, passa-nos tudo pela cabeça e as lágrimas vêm-nos aos olhos.

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Por vezes, temos que cancelar festas de aniversário, jantares com os amigos ou outro qualquer programa familiar porque uma derrota assim o exige, mas o mais importante mesmo é que os 90 minutos de um jogo acabe e o nosso marido não esteja magoado e bem de saúde! 

 

 

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