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O Meu País das Maravilhas

Partilhas de uma mãe que adora escrever e mostrar o lado bom da vida!

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Golos com história

Sou uma esposa muito orgulhosa em relação ao trabalho do meu marido. No dia 4 de Setembro, o C. marcou o golo 150 da sua carreira.

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O primeiro golo como jogador de futebol profissional foi no clube onde fez as suas camadas jovens e o primeiro a dar-lhe uma oportunidade na equipa sénior, o Clube Operário Desportivo, da Lagoa, terra que o viu nascer. Segundo ele, foi um tento com um sabor especial porque saiu do banco, na altura liderado pelo treinador Filipe Moreira, entrou e marcou um golo contra o Odivelas. Nunca mais esqueceu o dia 25 de Agosto de 2002.

 

Contas feitas, nos 14 anos de sénior, foram 150 golos intensos com várias histórias por contar. Outro golo que ficou para a história e que teve uma emoção especial na conta pessoal do Clemente foi aquele marcado no Jamor, na final da Taça de Portugal, ao serviço do Grupo Desportivo de Chaves, contra o gigantesco FC Porto. Foi festejado com grande emoção porque aquela época, o C. tinha feito todos os jogos do campeonato e, quando chegou ao momento de jogar a final deste troféu tão importante para o futebol português, o treinador colocou-o no banco.

 

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 Com o pensamento de que o pai se tinha deslocado de propósito ao Continente para o ver jogar no Estádio Nacional, entrou em campo com o objectivo fixo de marcar um golo e compensar o pai. A equipa estava a perder por 2-0, com golos de Guarin e Falcão, quando o C. entrou e, aos 85 minutos, ainda fez os flavienses sonharem. Naquela tarde de domingo, 16 de Maio de 2010, o meu marido fez história pelo GD Chaves e carimbou um marco pessoal na sua carreira. Ficou para sempre marcado como o jogador açoreano que marcou um golo ao Porto, por uma equipa da 2ª Divisão, a um dos grandes do futebol nacional, o FC Porto.

Aquele ano de 2010 em Chaves foi um ano fatídico porque desceram de divisão e os jogadores passaram por imensas dificuldades, inclusive financeiras, mas tinham a estrelinha da Taça de Portugal. E o C. tinha a sorte de marcar em todos os jogos desse troféu, e a várias equipas da 1ª Liga. Culminou com aquele dia quente de Primavera em que vos vou contar a minha própria experiência.

A Alice tinha um aninho, feito há poucos dias, mas decidi que tinha que ir ao Jamor.  Era um momento único e desde que ela nasceu que nunca deixei de acompanhar os jogos do Chaves, principalmnete em casa. Mesmo em dias de frio naquela terra transmontana, a Alice encontrava no Estádio Municipal o melhor sítio para fazer as suas sestas. Por isso, naquele culminar da época não podia deixar de ir ao Estádio Nacional, em Lisboa. Saíram mais de 10 autocarros de Chaves, num extase sem explicação, 8000 adeptos eufóricos. Eu fui de carro com uns amigos e tinha ficado combinado que a Alice ficava do lado de fora do Estádio com uma amiga nossa e madrinha de casamento, porque não é permitida a entrada a menores de 3 anos.

E assim foi... Só que ao intervalo, e já o Chaves estava a perder por 2-0, a minha amiga ligou-me a dizer que a Alice estava a chorar compulsivamente e já não sabia o que fazer. Lá abandonei o estádio e fui acudir a minha filha, que assim que me viu acalmou e adormeceu. Não cheguei a ver o meu marido em campo, mas continuei a ouvir o relato do jogo pelo rádio. Uns minutos depois, ouço que ele ia entrar e o coração começou a bater mais depressa. As duas muito nervosas do lado de fora do carro, e aos 85 minutos ouvimos «goooooooooloooooooo»! Era o Clemente que tinha marcado, comecei aos pulos e a chorar ao mesmo tempo. Um polícia que estava ali perto até se aproximou para saber se estava tudo bem. Foi um momento muito emocionante e que ficou marcado para sempre na minha memória!

 

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O centésimo quinquagésimo golo foi marcado frente ao Fafe, 5º jogo a contar para o Campeonato da 2ª Liga. O jogo ficou 2-0 e o Santa Clara continua imbatível com 5 jogos e 5 vitórias, 15 pontos, e no topo da tabela classificativa, a fazer sonhar os açoreanos.

 

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O golo 50 teve um sabor um pouco amargo porque foi marcado com a camisola do Louletano no campo do Operário. O C. até chorou quando a bola entrou na baliza do seu antigo clube, de alegria por um lado por poder ajudar a equipa que defendia no momento, mas ao mesmo tempo sentindo-se um traidor.

 

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 O golo 100 foi marcado ao serviço da União Desportiva Oliveirense, no segundo escalão profissional de Portugal, para um jogo da Taça de Portugal em Pombal.

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 Contas feitas, foram 41 golos com a camisola do Operário, 33 no GD Chaves, 32 no Santa Clara, 21 no Louletano, 12 na UD Oliveirense, 7 no Arouca, 2 no Gondomar e 2 no Farense.

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Não é por ser esposa dele, mas aos 32 anos, quase a fazer 33, a minha cara metade pode dizer que tem uma carreira de sucesso. Pode não ter jogado na 1ª Liga, mas de uma coisa se pode gabar, de ter sido um grande profissional em todos os clubes onde jogou e ter deixado sempre a sua marca pessoal em cada um deles.

 

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 Neste momento, o C. já fez 99 jogos com a camisola do Santa Clara e espero vir a festejar muitos mais golos por este clube açoriano e, quem sabe, na 1ª Liga ;)

 

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