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O Meu País das Maravilhas

Partilhas de uma mãe que adora escrever e mostrar o lado bom da vida!

O Meu País das Maravilhas

Partilhas de uma mãe que adora escrever e mostrar o lado bom da vida!

Pelas Ruas de Loulé

Loulé é a minha terra natal, a minha paixão por esta cidade é infinita, mas hoje em dia Loulé é mais do que isso. Apesar de ser sede de um concelho que vai desde a fronteira com o Alentejo até ao mar, fica por vezes esquecida para quem visita o Algarve. 

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Faço, por isso, um convite a todos para virem  conhecer esta linda cidade. Percorrer as ruas de Loulé, por esta altura do verão,é um desafio cheio de surpresas, cores, sons e cheiros.

Se for num sábado de manhã tem ainda mais encanto! O Mercado Municipal (https://www.facebook.com/mercadodeloule/), existente desde 1908, enche-se para receber louletanos e turistas. Alguns de alcofa na mão percorrem a calçada portuguesa para fazer as compras de legumes e frutas frescas. Escolher o melhor peixe fresquinho pela manhã, comprar oregãos para o "ares-a-molho", azeitonas, requeijão, chouriço, figos e pão caseiro são alguns dos prazeres de quem vive em Loulé.

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Nas laterais do mercado, existem várias lojas tradicionais com artesanato, produtos locais e biológicos, como é o caso da Mercearia Mourisca (https://www.facebook.com/mercearia.mourisca/).

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Para fugir um pouco do calor, desce-se um pouco até ao mítico Café Calcinha (https://www.facebook.com/cafecalcinha/), onde outrora António Aleixo escrevia os seus poemas. Bebe-se um café e come-se um folhado de Loulé.

 

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Desce-se mais um pouco e estamos no Castelo de Loulé. Com a bandeira portuguesa no alto da sua muralha, guarda segredos e lendas! 

 

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Na rua do castelo, fazemos uma visita à Oficina dos Caldeireiros, onde ainda hoje se pratica uma arte secular, a arte de trabalhar o cobre. Cataplanas de todos os tamanhos existem nesta casa. 

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Pelo caminho, ouvimos um som muito peculiar e conhecido para todos os  louletanos. É o último amolador de Loulé com a sua flauta. Amola facas e tesouras há várias dezenas de anos e espalha uma melodia encantada por toda a cidade.

Fui encontrá-lo junto à loja I Love Loulé (https://www.facebook.com/iloveloule/)! Uma loja do comércio local com vários artigos de decoração e artesanato. A proprietária faz questão de manter vivas as tradições louletanas e têm orgulho em tudo o que faz parte deste concelho. Lá  é possivel trazer uma concha ou buzio apanhados pela própria dona da loja nas praias algarvias e conservados em resina para enfeitar colares.

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 Regressando pela Rua das Lojas, onde também o sol é tapado por panos coloridos, vamos espreitando o comércio local de confeção, artesanato, cerâmica, bijuteria, entre outros.

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Para fugir ao calor, fazemos um desvio pelas ruas estreitas da zona histórica. Passamos pelas bicas velhas, pelos banhos islâmicos e vamos encontrar a Casa da Empreita. Artesanato típico da região que faz as maravilhas de louletanos e turistas. Desde tapetes, candeeiros a malas, alcofas e artigos de decoração que vão ao encontro até da moda atual.

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Alte

Alte é uma freguesia portuguesa do concelho de Loulé com cerca de 95km2 e menos de 2000 habitantes. Entre o Barrocal e a Serra algarvios, é considerada uma das aldeias mais típicas e preservadas de Portugal, com as suas ruas estreitas em calçada portuguesa,  casas pintadas nas cores correntes da região, como branco, ocre, azulão e antracite, as açoteias ou varandas e as tradicionais chaminés.

 

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Mas, para mim, é mais do que uma bonita aldeia típica. Sao as minhas raízes que lá estão, foram as boas recordacoes da minha infância que lá deixei. Dos passeios aos fins de semana, com direito a picnic e banhos de água fria, de jogos de cartas e gargalhadas, de caracóis e sumóis, na Fonte Pequena e Fonte Grande. Ali fui muito feliz! 

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Sarnadas, Monte Ruivo e Águas Frias sao sitios pertencentes a Alte onde nasceram e foram criados os meus pais. Ficam no mais profundo barrocal algarvio, cheiram a estevas e alfarrobas. São lugares mágicos para mim. E, apesar de férias no Algarve significarem quase sempre praia, nunca dispenso uma visita às minhas origens.

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Benafim e Salir são outras freguesias onde ainda tenho familia e adoro mostrar aos meus filhos os locais da minha infância. Foi à sombra de uma grande alfarrobeira no Zimbral que passei muitas de férias de verão com irmãs e primos, onde comiamos figos apanhados diretamente da figueira e corríamos descalços ao luar de um céu estrelado.

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