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O Meu País das Maravilhas

Partilhas de uma mãe que adora escrever e mostrar o lado bom da vida!

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Partidas e Chegadas

Sempre me fascinou o mundo do aeroporto e todas as emoções que se vivem lá dentro. Não é que já tivesse viajado muito mas passo a vida no aeroporto devido às deslocações profissionais do meu marido e adoro assistir a todos os encontros e despedidas, lágrimas e sorrisos que implicam uma partida e uma chegada.

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Na minha vida já tive que fazer muitas despedidas, de muitos amigos que fui fazendo nos sítios por onde passei e de familiares que emigraram para longe. Nunca lidei muito bem com despedidas e as lágrimas caem-me facilmente pela cara quando tenho que dizer adeus a alguém. Talvez por ser uma pessoa muito sentimental ou por me apegar demasiado às pessoas. Não consigo controlar o choro quando sinto injustiças ou até mesmo quando vejo alguém chorar.

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Devido à vida de «ciganos» que levo com a minha família, tivémos que nos despedir muitas vezes da nossa família, no Algarve e nos Açores, ficando sempre com um sentimento enorme de saudade. Cada visita de um amigo ou familiar ao sítio onde estamos é vivido ao máximo, mas na hora das despedidas no aeroporto fica uma dor no coração. No nosso início de vida em conjunto, quando os meus sogros nos visitavam, por exemplo, ficavam sempre as lágrimas nos olhos na partida. Quando nasceram os «netinhos» as despedidas começaram a ser ainda mais duras.

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 A Alice quando era mais pequenina não se despedia de ninguém, nem que fosse um até já. Talvez no seu subconsciente pensasse sempre que nunca mais ia ver aquela pessoa.Nunca dava beijinhos nem um adeus. Quando finalmente nos começávamos a afeiçoar às pessoas, tínhamos que partir para outra localidade e aí começavam as despedidas.

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Os aeroportos são lugares de fortes emoções – alegrias e tristezas – separadas pelos lugares de partidas e chegadas. Nas chegadas há a alegria dos que regressam para junto das suas famílias e amigos. São os locais onde aqueles que esperam estão ansiosos, inquietantes, observadores do céu até o avião aterrar. As alegrias, os festejos, os sorrisos, os abraços, os beijos e as lágrimas de alegria.

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O sítio das partidas aperta o coração, ficamos com um nó na garganta só de assistir às despedidas. Nas partidas os minutos passam rápido, como se o tempo ali fosse diferente dos outros sítios. Tenta-se adiar a despedida, mas o tempo obriga ao último abraço, ao último beijo, como se fosse a despedida definitiva de familiares e amigos.

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Normalmente não sou eu que levo o meu marido, quando tem que viajar com a equipa, as despedidas são feitas em casa, mas gosto de ir buscá-lo. Enquanto estou à espera gosto de observar todas as emoções que se passam naquele lugar. Gosto de levar a Alice e o Tomás para ir buscar o pai, de sentir o alívio da sua chegada, e de ver a sua cara de felicidade ao abraçar os filhos quando pisa terra firme, às vezes depois de uma viagem conturbada, de um jogo difícil ou de um resultado amargo. 

Talvez os aeroportos sejam os locais mais emotivos a par dos locais sagrados ou daqueles em que se faz a despedida definitiva, para uma viagem em direção a outro lugar que não aquele que pisamos...

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