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O Meu País das Maravilhas

Partilhas de uma mãe que adora escrever e mostrar o lado bom da vida!

O Meu País das Maravilhas

Partilhas de uma mãe que adora escrever e mostrar o lado bom da vida!

O piratinha da família

O piratinha da familia fez 2 anos no dia 14 de Agosto. E como vos tinha prometido, vou contar como foi o nascimento do Tomás.

 

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 A gravidez, como a da Alice, foi super tranquila, embora tivesse durado mais algumas semanas. O caçula da casa decidiu ficar no seu «spa» até às 41 semanas. Como já tinha contado noutro post, descobri que estava pela segunda vez grávida em Chaves, no mesmo sítio onde soube da primeira. Mas, logo a seguir, o meu marido mudou de clube, que por sorte, ficava na minha terra natal, no Algarve. Por isso, o resto da gravidez correu às mil maravilhas.

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Finalmente com o C. a jogar no Farense, podíamos usufruir da nossa casinha em Loulé. Mas, foi sol de pouca dura. Em Junho de 2014, o Clemente assinava pelo Santa Clara e o nosso futuro passava pelos Açores, mais propriamente São Miguel.

 

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Nem sempre foi possível o Clemente acompanhar todas as ecografias da gravidez, mas aquela em que a obstetra anunciou que era um rapaz o C estava presente. Notou-se um brilho no olhar com a notícia e, assim que saiu da consulta, o pai babado apressou-se logo a contar à família e amigos. O nome, Tomás, foi escolhido pela irmã, com o consentimento dos dois papás. Quando fui fazer a moderna ecografia 3D, a minha sogra estava na altura no Algarve e por isso, convidei-a a assistir. Foi uma delícia, o médico muito meigo, mostrou com toda a delicadeza cada pormenor do bebé, enquanto explicava que estava tudo bem.

 

 

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 Às 40 semanas, 9 meses completos de gravidez, o T. não dava sinais de querer nascer, por isso lá fui eu recambiada pela minha médica, como da primeira vez, para induzir o trabalho de parto. Pensei logo, isto vai acabar como aconteceu com a Alice e os nervos começaram a aumentar. Lembro-me que passei a última noite na janela de casa a olhar para a lua, que estava cheia e gigante, a rezar para que me ajudasse este menino a nascer. A minha última experiência com a Alice de uma cesariana à pressa, em que a minha filha nasceu com necessidade de reanimação e ajuda para respirar, tinha me deixado traumatizada.

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 A minha sogra ficou com a Alice e lá fui eu de malas e bagagens para o Hospital Distrital de Faro. O Clemente, por esta altura, já tinha começado o campeonato e encontrava-se em São Miguel, mas viajava nesse dia para Lisboa, para realizar um encontro para a Taça da Liga, no dia seguinte, com a equipa do Oriental. Era dia 13, assim que aceleraram a indução do parto com soro e oxitocina, finalmente senti oque eram contrações. Chegou a hora da visita, a minha sogra e Alice entraram e foi a minha filha que me esteve a ajudar no processo de tentar amenizar as dores. Estava combinado que a minha irmã mais velha é que ia assistir ao parto. Assim que as contrações começaram a apertar, ela veio ter comigo. Fui para a sala de partos e deram-me a epidural.

 

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Entretanto, o jogo do Santa Clara realizou-se, perderam 3-1 e, assim que acabou, um colega emprestou o carro e o C. veio o mais rápido que pode a caminho do Hospital de Faro. O que é certo é que o Tomás esteve à espera que o pai chegasse para vir ao mundo. Quando ele chegou já era de noite e eu estava nas nuvens, com o efeito da epidural. A minha irmã saiu, o papá Clemente, que nunca pensou assistir ao nascimento do filho, entrou super bem disposto e descontraído, cativando logo a equipa médica com as suas piadas. Trocou histórias de vida com a parteira, fez convites a todas as enfermeiras para visitarem os Açores, enfim até parecia que eu não estava ali em trabalho de parto. A sala tinha música ambiente e foi preciso apenas fazer força umas três ou quatro vezes para que o bebé Tomás nascesse, ao som de Pink & Nate Ruess. A música «Just give me a reason» vai ficar gravada para sempre como uma das músicas da minha vida.

 

https://www.youtube.com/watch?v=OpQFFLBMEPI

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Foi um momento mágico, com uma mãe sorridente, um pai descontraído e uma equipa médica super bem disposta. O Tomás nasceu saudável, a chorar a plenos pulmões e com um índice de Apgar 10, ao contrário da irmã. Por isso, digo sempre que mil vezes um parto normal a uma cesariana. Sim está certo que há mulheres que sofrem horrores com o parto normal, mas eu sofri bastante com o pós-cesariana e não recomendo a ninguém. Ainda por cima porque tive que levar anestesia geral e só vi a minha filha passadas 24 horas. Nada como ouvirmos o primeiro choro do nosso filho e sentirmo-lo pela primeira vez junto ao nosso peito. A Alice conheceu o irmão por volta das 2h da manhã ainda na sala de recobro. Mas, enquanto estava à porta do hospital à espera e viu sair a enfermeira que me ajudou, foi-lhe agradecer e deixou-a de lágrimas nos olhos.

Como já disse, num post anterior, os meus filhos são o melhor de mim e ser mãe é a maior riqueza da minha vida!

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 Este ano, a festa de anos do Tomás teve como tema os desenhos animados Jake e os Piratas da Terra do Nunca. Ficam aqui algumas das fotografias do piratinha e da decoração da festa.

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