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O Meu País das Maravilhas

Partilhas de uma mãe que adora escrever e mostrar o lado bom da vida!

O Meu País das Maravilhas

Partilhas de uma mãe que adora escrever e mostrar o lado bom da vida!

I amsterdam

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Cerca de 15 anos depois voltei a Amesterdão e voltei a apaixonar-me por esta cidade. Foram seis dias intensos que me permitiram, ao mesmo tempo, matar saudades da minha irmã mais nova. Uma  cidade pouco mais pequena que Lisboa, muito acolhedora, com sítios encantadores e um certo romantismo. A capital dos Países Baixos tem nas suas ruas, nos seus canais e pontes, nos seus edifícios antigos e nos seus habitantes multiculturais uma magia especial. 

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Como já lá tinha estado e visitado os pontos turisticos mais conhecidos como a Casa de Anne Frank, o Museu Van Gogh, o Museu Rembrandt, o Vondelpark, o Amsterdamse Bos e a Red Light District, desta vez pedi essencialmente à minha irmã um roteiro gastronómico pela cidade . 

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Depois de uma viagem de duas horas, uma escala em Lisboa e mais duas horas e meia de avião para chegar à Holanda, fui recebida por um abraço amigo e decidimos, depois, fazer uma surpresa à minha irmã caçula no trabalho. A sensação de reencontro foi um misto de emoção e alívio.

 

#Day1

 

No primeiro dia, fomos explorar o centro, a zona histórica do Dam e o bairro mais conhecido «DePijp». Amsterdam fica abaixo do nível do mar, é banhada pelo rio Amstel e tem mais de 400 canais. Começámos por experimentar o Brunch no «Metropolitain», um café acolhedor com empregados simpáticos. Optei por uns ovos benedict regados com molho holandês e acompanhados com cogumelos e abacate. Para beber uma limonada de maracujá com um toque picante.

 

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Fomos depois, feitas turistas, fazer um tour de barco pelos canais, com direito a sol e tudo. Aconselho a tour porque nos permite conhecer a zona mais antiga da cidade, mas também a zona moderna. Escolhemos a Lovers Canal Cruises, (https://www.lovers.nl/pt/).

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O passeio abriu-nos de novo o apetite e fomos comer a melhor tarte de maçã do Mundo na Winkel 43 (http://www.winkel43.nl/). Definitivamente a melhor que já comi até hoje, acompanhada por um chantily caseiro e um chá de menta fresca, que os holandeses tanto apreciam.

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Seguiu-se um passagem pela Red Light District ao pôr-do-sol. Um bairro que adorei, não por aquilo que é mais conhecido, mas pela própria arquitetura das casas (muitas completamente tortas e desniveladas) e pelas ruas estreitas, pontes e canais cheios de charme.

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O jantar foi no Foodhallen (www.foodhallen.nl), sítio de paragem obrigatória para quem visitar Amesterdão. Trata-se de um grande armazém com pequenos quiosques com comida para todos os gostos. Não é fácil encontrar sítio para sentar na praça de alimentação central mas vale a pena a espera, nem que seja para nos deliciarmos com o melhor temaki que já comi. Local que muitos holandeses escolhem para um jantar descontraído depois de um dia de trabalho, ou simplesmente para tomar um gin com os amigos.

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 #Day2

 

No segundo dia, almoçámos num restaurante de comida fantástica e ambiente único. Chama-se «Coffee & Coconuts» (http://coffeeandcoconuts.com/) e foi sem dúvida um dos meus sítios preferidos. Para alguém que é apaixonado por óleo de côco, água de côco, leite de cocô e tudo o que seja de côco, senti-me no paraíso. Foi num ambiente tropical e descontraído que almocei uma espécie de crepe com gambas e água de côco.

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A sobremesa foi um stroopwaffel quentinho acabado de fazer no mercado de rua Albert Cuyp Market. Onde se podem encontrar tulipas de todas as cores e muitas outras flores.

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Fomos, depois, para a zona do Rijsmuseum, onde por esta altura está instalado um ringue de patinagem do gelo, e onde fica situado o «I amsterdam», onde toda a gente quer tirar a fotografia da praxe. Seguimos para um pequeno passeio pelo Vondelpark.

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#Day3

 

No Domingo, decidimos ir visitar uma amiga a Roterdão, uma hora de viagem de comboio com direito a paisagens com os famosos moinhos de vento holandeses. Quando chegamos à Central Station apercebemo-nos logo que é uma cidade mais cosmopolita e moderna. Roterdão sofreu bastante com os bombardeamentos na Segunda Guerra Mundial e foi reconstruída quase de raíz.

 

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Almoçámos num sítio muito peculiar, já que era uma antiga piscina coberta com escorregas. Provei um menu de pequeno almoço com sopa, salada e sanduiche vegetariana literalmente no meio da piscina, ao lado de um aquário de tartarugas. «Aloha» é o nome do restaurante (http://www.alohabar.nl/).

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O café foi tomado do outro lado do rio num sítio chamado «Posse» (http://www.posse.nl/), um espaço muito peculiar propriedade de um famoso fotógrafo holandês. A praça de alimentação «Fenix Food Factory» (http://www.fenixfoodfactory.nl/) parece também um local interessante a visitar, mas como estávamos de barriga cheia, deliciámo-nos apenas com os olhos. Roterdão tem uma arquitetura inovadora sem dúvida. O edifício do Markthal Rotterdam (http://markthalrotterdam.nl/) e as casas amarelas Luchtsingel são exemplo disso.

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Para terminar, adorei o jantar com amigos no restaurante de comida vietnamita «Little V» (http://littlev.nl/).

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#Day 4

 

O quarto dia em Amesterdão começou com uma passagem pela zona comercial da cidade para comprar alguns presentes. É fantástico perceber que apesar da temperatura agreste de inverno do norte da Europa, os holandeses não apostam em centros comerciais e preferem as lojas de rua. Para eles não há chuva nem frio que os impeça de andar para todo o lado de bicicleta ou que os faça mudar de planos. Todos, dos mais novos aos mais velhos, dos mais ricos aos mais pobres, têm a bicicleta como meio de transporte preferido em Amesterdão.

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Almoçámos num sítio fantástico nesse dia. Chama-se «Pluk» (http://www.pluk-amsterdam.com/nl/) e tem um ambiente clean & cosy. Aliás fiquei encantada com Amesterdão pelo bom gosto em todos os sítios onde comi. O mais pequeno café é decorado minuciosamente, predominando muitas vezes os tons brancos e com muitas plantas. As lojas que vendem plantas também são uma delícia e nalgumas delas até é possível tomarmos um café ou chá, como é o caso da Wildernis (http://wildernisamsterdam.nl/).

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No Pluk comi um wrap vegetariano, um sumo natural com cenoura, maçã e gengibre e terminei com uma tarte de chocolate e frutos vermelhos. «Pluk» tem a sua própria linha de decoração para venda e vários acessórios únicos e ótimos como souvenirs.

 

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Depois de mais uma ronda pelas lojas, terminámos a lanchar um capuccino e um bagel acabado de sair do forno com cream cheese e strawberry jam. O jantar foi em casa e decidimos experimentar comida do Suriname (de onde são originários a maior parte dos emigrantes já que se trata de um antiga colónia holandesa).

 

#Day 5

 

O último dia foi para dar um passeio no parque de bicicleta e almoçar num sítio muito especial. O restaurante «Trust» (http://trustamsterdam.org/) parece quase impossível (em Portugal não sei se sobrevivia). Trata-se de um local onde a comida é preparada com muito amor e onde o cliente paga exatamente o que quer. Baseado no valor da confiança, onde o pagamento é «pay as you feel». Situado na rua do Albert Cuypmarket, contém um menu vegetariano, em que a comida é preparada de forma consciente e saudável e baseada no conceito do mindfulness, onde o ingrediente principal é o amor. Os talheres vêm embrulhado em mensagens verdadeiramente inspiradoras. Se quisermos podemos deixar uma mensagem de gratidão na parede no restaurante.

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E assim me despedi de Amesterdão e da minha irmãzinha querida, deixando muitas saudades e vontade de voltar!

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