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O Meu País das Maravilhas

Partilhas de uma mãe que adora escrever e mostrar o lado bom da vida!

O Meu País das Maravilhas

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Dar e Receber

Estamos numa altura em que existe um espírito de solidariedade no ar. O Natal deixa o coração das pessoas mais mole. Dar sem esperar nada em troca é um sentimento nobre. Receber sem sentir obrigação de retribuir é mais difícil. Mas, a gratidão é também um valor muito importante.

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Eu adoro dar! Principalmente quando sinto que a pessoa do outro lado ficou feliz. E, a maior parte das vezes não tem a ver com o valor material do presente, mas com o fato de me ter lembrado dela e do amor que depositei ao escolher algo para lhe dar.

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As crianças principalmente vibram com esta época do ano, porque sabem que na noite de Natal vão receber os tão desejados brinquedos que sonharam o ano inteiro. Claro que nem todas recebem e nem todas as famílias têm natais felizes. Mas, o verdadeiro Natal hoje em dia é para as crianças.

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Nós adultos consolamo-nos com os serões passados em família. Já passei vários natais longe da minha família e custa muito. Está certo que nos cercamos de amigos que são quase como família, mas não é a mesma coisa... Também é verdade que quando casamos, construímos a nossa própria família e adotamos outra que passa a ser nossa.

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Este ano, passo o Natal com a família do meu marido, aquela que sempre me acolheu com muito amor e carinho. Mas, na noite da consoada o coração fica sempre apertadinho porque falta a minha família de sempre, a minha mãe e as minhas irmãs principalmente.

Adoro enviar-lhes presentes nesta altura. E não o faço para esperar nada em troca. A mim basta-me ouvir do outro lado «obrigado» e sentir que fiz alguém sorrir.

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Outra coisa que gosto de fazer na altura do Natal é enviar postais. Sei que já não se usam e que cada vez mais as pessoas enviam as suas mensagens natalícias por telemóvel ou por email. Mas receber um postal é diferente.

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Como diz o escritor Miguel Esteves Cardoso, «Num mundo cada vez mais frio e calculista, feito de contratos e negociações, de proposta e contrapartidas, arriscamo-nos a perder o que nos resta da nossa natureza e da nossa humanidade».

Nos supermercados e nos centros comerciais esbarramo-nos quase todos os dias com alguma instituição a pedir apoio às suas crianças ou pessoas carenciados. Nas escolas e igrejas fazem-se cabazes de comida para ajudar as famílias que mais precisam. Cada um dá o que pode e não somos obrigados a nada. Mas, a verdade é que custa tão pouco ajudar e o sentimento que fica é muito bom. Pelo menos eu fico de coração cheio se souber que estou a contribuir para matar a fome a alguém ou fazer sorrir uma criança com um brinquedo novo.

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Dizem que os valores que ficam para a vida são aqueles que a criança adquire entre os 5 e os 7 anos. São esses valores que vão construir a personalidade da pessoa. O sentido da solidariedade é sem dúvida um dos principais que quero incutir aos meus filhos. Quero que sejam adultos sensíveis ao mundo à sua volta e que sejam capazes de saber partilhar e ajudar o próximo.

Feliz Natal!