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O Meu País das Maravilhas

Partilhas de uma mãe que adora escrever e mostrar o lado bom da vida!

O Meu País das Maravilhas

Partilhas de uma mãe que adora escrever e mostrar o lado bom da vida!

Cartas de amor

Hoje percebi que estou a ficar velha quando cheguei a casa e a minha filha de 7 anos me disse que tinha recebido uma carta de amor. Mais do que ficar espantada por a Alice ter um admirador, lembrei-me quão raro é, hoje em dia, quem escreva à mão para demonstrar o seu amor ou simplesmente use os correios para comunicar com os amigos e família. O mundo evoluíu e as novas tecnologias trouxeram coisas boas, mas também levaram o romantismo de uma boa carta de amor.

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Comentei este assunto, por acaso, esta semana com a minha colega de trabalho. Lembrei-me que com o mundo da internet, se perdeu o hábito de enviar cartas. Felizmente, eu nunca perdi esse hábito e adoro enviar cartas a desejar feliz aniversário e postais de natal aos meus que estão longe. E, principalmente no Dia da Mãe, adoro pôr a minha mãe emocionada escrevendo-lhe as cartas a dedicar o meu amor por ela. Assim como no Dia do Namorados ainda gosto de comprar um postal cheio de corações e escrever o que me vai na alma.

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Hoje, quando chego a casa, depois do trabalho, a Alice toda envergonhada puxou-me para o seu quarto e disse "Tenho uma coisa para te contar. Recebi uma carta de amor mãe!". Foi aí que parei e pensei "Meu Deus, estou a ficar velha...".

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O mais curioso no meio disto tudo é o fato destas cartas de amor, mais do que uma amizade, significarem a descoberta de um novo mundo. Quando as crianças aprendem a ler e escrever, desperta-lhes uma necessidade de exprimir os seus sentimentos e é tão bonito vê-los a transmiti-lo em bilhetinhos e cartas de amor.

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A verdade é que me faz alguma confusão as coisas digitais que ficam perdidas no computador, no email ou algures no mundo virtual. O mesmo se passa com as fotografias que desde que se tornaram digitais, é certo que tiramos muito mais, mas acabam por se perder algures no tempo. Ainda sou do tempo em que ficava impaciente quando acabava o rolo da máquina fotográfica e tinha que esperar que as fotos fossem reveladas para finalmente vê-las.

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De vez em quando, gosto de tirar um tempo e fazer uma escolha das fotografias que tenho tirado nos últimos tempos e revelar as que mais gosto. Até as fotografias do meu casamento (que hoje em dia a maior parte das pessoas fazem albúns digitais) fiz questão que fossem reveladas em papel de fotografia, porque gosto de pegar no album e sentir o registo desses momentos. únicos.

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Os livros e jornais são outros exemplos de materiais que passaram a estar acessíveis online, mas eu continuo a preferir lê-los no seu aspecto original, folhear as páginas e sentir o cheiro a gráfica, mesmo que para isso tenha que ficar com os dedos sujos de tinta.

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O mesmo se passa com os blogs, que são nada mais nada menos do que diários públicos em modo virtual. Eu também tenho o meu, mas, acreditem ou não, tenho tudo o que escrevo aqui escrito num caderno que guardo no fundo da gaveta;)