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O Meu País das Maravilhas

Partilhas de uma mãe que adora escrever e mostrar o lado bom da vida!

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Amor tribal

Li outro dia no jornal que, segundo um estudo realizado na Universidade de Coimbra, a paixão pelo futebol é uma forma de amor tribal. O futebol "desperta emoções, por vezes irracionais, que atravessam a fronteira entre o amor tribal e o fanatismo", segundo a Universidade de Coimbra (UC).

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Essa tensão entre amor e fanatismo, que "implica simultaneamente o sentimento de pertença a um grupo e de rivalidade com outros grupos", é que "define o amor tribal", sublinha a UC, referindo que a investigação foi realizada no Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS).

Os investigadores estudaram o cérebro de 56 adeptos, na sua maioria das claques oficiais da Académica de Coimbra e do Futebol Clube do Porto, cujo nível de paixão foi avaliado através de pontuações de avaliação psicológica.

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Os participantes na investigação, 54 homens e duas mulheres, com idades compreendidas entre 21 e 60 anos, foram expostos a vídeos emocionalmente intensos, quer positivos (golos com significados especiais, por exemplo), quer negativos ou neutros.

No estudo, já publicado na "SCAN" - "uma das revistas de neurociências das emoções mais prestigiadas a nível mundial" - foi observada "a ativação de circuitos cerebrais de recompensa que são semelhantes aos que são ativados na experiência do amor romântico. Em particular, os circuitos de memória emocional são mais recrutados pelas experiências positivas do que pelas negativas".

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Isto significa que "a paixão tende a prevalecer sobre os conteúdos mais negativos, como, por exemplo, de derrota com o rival, que tendem a ser suprimidos da memória emocional".

O estudo coloca por isso em relevo "os aspetos positivos desta forma de amor tribal e de que o cérebro dispõe de mecanismos para suprimir conteúdos negativos", realça o especialista, admitindo que "o cérebro parece, por essa razão, ter mecanismos de proteção contra memórias suscetíveis de levar ao ódio tribal".

"Curiosamente, quanto maior o 'score' de paixão clubística medida psicologicamente, maior é a atividade em certas regiões do cérebro associadas a emoções e recompensa, algumas semelhantes às envolvidas no amor romântico", concluiu o coordenador do estudo.

 

Amor tribal: o que significa?

 

«Amor», entre outros termos e contextos, significa "disposição dos afetos para querer ou fazer o bem a algo ou alguém; entusiasmo ou grande interesse por algo; ligação intensa de carácter filosófico, religioso ou transcendente; grande dedicação ou cuidado".

A palavra «tribal» significa pertença a algo como uma comunidade ou um grupo, por exemplo. Nas palavras do dicionário: "conjunto de famílias que provêm de um ascendente cujo tronco constitui vários ramos".

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Quem não gosta de futebol ou nunca viveu estas emoções não consegue perceber estes sentimentos. Para mim, esposa de um jogador de futebol, é inevitável não viver com emoção cada jogo. Cada golo marcado é comemorado com uma euforia fora de série. Não sou de gritar muito, mas o coração dispara, a cada golo, ou com o apito final a cada vitória.

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Os finais de campeonato são vividos ao rubro, principalmente se a equipa estiver para subir de divisão. Felizmente, já vivenciei a experiência de uma subida de divisão e não consigo exprimir por palavras o que se sente. É o culminar de um ano inteiro de sacrifícios. Quando o objectivo é alcançado, é uma alegria enorme. Essa alegria é não só vivida pelos jogadores, equipa técnica, médica, direção e adeptos, como por toda a família.

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Ao longo da época, o jogador passa por momentos bons e maus. E, quando chega a casa depois de um jogo difícil, de uma derrota ou com uma lesão, é importante que tenha em casa todo o apoio e suporte para ajudá-lo a superar as dificuldades.

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Quantas vezes não fazemos sacrifícios em prol do seu bem estar, ficamos longe da família, isolamo-nos em casa, e tudo vale a pena quando no final da época tudo termina bem!